Santa Luzia destaca potencial da economia circular no II Fórum Mundial Niemeyer

Empresa compartilha sua experiência bem-sucedida na transformação de resíduos plásticos em materiais de construção
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Um evento como o Fórum Mundial Niemeyer, em sua segunda edição, não poderia estar abrigado em lugar melhor do que nas suaves e orgânicas linhas do Memorial da América Latina em São Paulo-SP. Arquitetado justamente pelo mestre Oscar Niemeyer, o complexo recebeu em sua Biblioteca Latino-Americana o evento idealizado pelo Instituto Niemeyer de Políticas Urbanas, Científicas e Culturais em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP).

II Fórum Mundial Niemeyer

As palestras destacaram importantes questões urbanas da atualidade com abrangência, extrapolando as fronteiras da arquitetura para discutir a humanidade e os impactos causados por ela no planeta. Discussões sobre sustentabilidade fizeram a maior parte das apresentações convergirem; por certo, um futuro sustentável está intrinsecamente ligado com a possibilidade de um futuro viável da humanidade.

É preciso mudar radicalmente o que entendemos como lixo, e a Santa Luzia pode contribuir com este debate ao apresentar na terça-feira (27) sua experiência bem-sucedida na transformação de resíduos plásticos em materiais de construção desde o início dos anos 2000.  Por meio da palestra Tudo pode ser Transformado: um Ciclo Infinito de Reaproveitamento, o diretor-executivo Marcos Effting Zanette destacou aos presentes como é possível agregar valor à marca ao aproveitar as oportunidades que a reciclagem oferece.

Fundada em 1942 como uma fábrica de espelhos, a Santa Luzia desde os anos 2000 fabrica perfis decorativos e revestimentos por meio da reciclagem de resíduos plásticos como o poliestireno expandido (EPS ou Isopor) e poliuretano (PU). Desde então, quase 50 milhões de kg destes resíduos foram reaproveitados.

O mundo assiste com preocupação os alertas de painéis e conferências climáticas sobre a elevação da temperatura global, causada pela emissão de gases causadores do chamado Efeito Estufa, e o aumento exponencial da geração de resíduos, especialmente os de plástico. Cada pessoa utiliza, em média, 40 kg de plástico por ano. O mundo gera mais de 300 milhões de toneladas de lixo plástico por ano, mas o índice de reciclagem é de 9% – no Brasil, mal beira 2%. Estima-se que, para atender a demanda crescente por conta do aumento da população global, chegaremos em 2030 a 550 milhões de toneladas de lixo plástico.

Precisamos quebrar a economia pensada linearmente, aquela em que a nossa responsabilidade enquanto indústria, por exemplo, acaba quando o produto chega nas mãos do cliente”, explica Marcos. “Somos adeptos da economia circular, onde a nossa responsabilidade é garantir que o produto de hoje seja a base do produto do amanhã”. Vale destacar que, desde 2010, está em vigor a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei que definiu as bases da gestão deste tipo de resíduos, mas cuja falta de fiscalização não mitigou sequer os lixões, imagine então viabilizar a coleta seletiva na totalidade dos municípios.

No caso do EPS, o Brasil consome por ano cerca de 100 mil toneladas, usado principalmente na indústria de embalagens. Composto em 98% de ar, trata-se de um material leve e que ocupa muito espaço, o que dificulta sua coleta por catadores e cooperativas, que levam o peso do material como referência. Muitas pessoas também desconhecem que o Isopor é um plástico 100% reciclável. “Cerca de 34,5% do EPS que acaba no lixo é reciclado. Tenho orgulho em poder dizer que a Santa Luzia é responsável por uma parcela considerável deste índice, pois desenvolvemos um know-how logístico, fabril e comercial que hoje nos coloca na condição de exemplo de logística reversa no País”, completa Marcos.

No caso do EPS, o Brasil consome por ano cerca de 100 mil toneladas, usado principalmente na indústria de embalagens. Composto em 98% de ar, trata-se de um material leve e que ocupa muito espaço, o que dificulta sua coleta por catadores e cooperativas, que levam o peso do material como referência. Muitas pessoas também desconhecem que o Isopor é um plástico 100% reciclável. “Cerca de 34,5% do EPS que acaba no lixo é reciclado. Tenho orgulho em poder dizer que a Santa Luzia é responsável por uma parcela considerável deste índice, pois desenvolvemos um know-how logístico, fabril e comercial que hoje nos coloca na condição de exemplo de logística reversa no País”, completa Marcos.

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